Rapidinha

     O espírito da rapidinha está em aproveitar fatos que poderiam estragar o sexo (como lugar, situação ou restrição de tempo) e transformar isso em adrenalina e em tesão para apimentar uma transa rápida.

     Uma modalidade de sexo que é prática e divertida, não tem como dar errado, tem?


Tem sim. Eu contabilizei dez jeitos de estragar uma rapidinha:

1- Ser rapidinha demais:

     A média de tempo das rapidinhas que eu encontrei nas minhas pesquisas foi de dez minutos. Para alguns dos rapazes menos que isso pode ser suficiente, para as moças esse tempo quase não dá! Então se você tem uma parceira razoavelmente fixa, faça seus cálculos aí e se concentre em fazer uma boa transa em menos tempo que o usual, mas que pelo menos ela perceba que houve uma transa!

2- Demorar demais:

     Neste tópico eu acho que não tem muito o que explicar, se estender demais perde o encanto!

3- Não conseguir excitar a gata o bastante:

     Já expliquei em textos anteriores que as mulheres e os homens não se excitam com a mesma rapidez, então, assim que você perceber a oportunidade de uma rapidinha, um pouco ates do momento dê uns amassos bem dados na menina e fale no ouvido dela o que você está planejando, se ela não for das super puritanas vai se derreter só de pensar na idéia. E se mesmo assim você percebeu de alguma maneira que a menina ainda não está lubrificada o bastante para a penetração, faça um oral rápido para deixá-la preparada, assim que ela ficar, mãos à obra! (não é bem com as mãos, mas deu para entender…)

4- Não atingir o orgasmo:

     Esforce-se para fazer a diferença na vida da garota, não são todos que conseguem dar à parceira um orgasmo numa transa convencional, se você conseguir na rapidinha, eu garanto, ela jamais vai esquecer!

5- Ser pego no flagra:

     A não ser que vocês (vocês quer dizer os dois, você não quer que a garota te odeie para sempre, não é?) sejam do tipo exibicionistas, não prestar atenção no movimento do lugar onde vocês estão, ou se a porta está devidamente trancada, ou se o isolamento acústico permite certos gemidos, pode ser constrangedor ou até mesmo causar um trauma que te iniba de praticar a rapidinha outras vezes. Sem contar que ninguém é obrigado a testemunhar você e a sua namorada na posição “cachorro de cara no chão”.

6- Virar rotina:

     Mesmo o sexo antes de dormir que é quase rotineiro (eu disse QUASE) varia nas posições, dias e horários! Então as peripércias que vocês inventam para apimentar a relação também não devem se tornar regra. Isso conta para a rapidinha, géis que esquentam e esfriam, roupinhas disso e daquilo… Tudo que cai na rotina perde a graça!

7- Preocupar-se demais:

     Decidiram dar uma rapidinha? Ótimo, transem e curtam o momento! Ficar o tempo todo “acho que ouvi alguém”, “será que viram a gente entrando?”, “acho qe vão dar falta de nós!” não aumenta o tesão, só quebra o clima, portanto não faça isso.

8- Roupas complicadas:

     Se você já está planejando “aprontar” mais tarde, sugira – como quem não quer nada – para a sua namorada um vestidinho leve, de preferência que não seja colado (mas nisso eu sei que você consegue dar um jeito) e caso ela seja muito mais baixa que você, um salto é útil para vocês não terem que fazer certas acrobacias…

9- Escolher mau o lugar:

     Pode acarretar em dois dos problemas já citados (preocupar-se damais e ser pego no flagra). Ou ainda em uma dor de coluna ou uma desistência por insalubridade – fuja de banheiros públicos!

10- Não ter cuidado com detalhes:

     Certo que a situação é arriscada, a qualquer momento pode chegar alguém, mas não é por isso que você vai fazer as coisas de qualquer jeito, se for para fazer malfeito, melhor nem fazer! Cuidado com zíperes, chicletes, dentes e onde você encosta. Esse tipo de coisa que dá errado em comédias pastelão, na maioria das vezes, pode acabar acontecendo na vida real!

Boa rapidinha para vocês!


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